11 de setembro de 2009
Tiene Pamodzi
26 de agosto de 2009
Palavra do Mês: Makwezu
“Camarada o que é meu?
É meu irmão!
Meu irmão do coração,
É meu irmão!”
18 de agosto de 2009
chegando no Magoanine
Primeiro tivemos diversas reuniões com a diretoria da escola e há umas duas semanas fomos apresentar o trabalho. Quinze nzingueiros estiveram na Escola do Magoanine, apresentamos um pouco da Orquestra de Berimbaus e um pouco do que fazemos nos treinos. Convidamos os alunos da escola a participarem das atividades, que ocorrem todos os sábados e domingos após o almoço.
Já estamos no terceiro ou quarto treino com o pessoal de lá. O responsável pelo trabalho é o Tiene, com minha orientação e ajuda dos demais alunos do Nzinga. Mais de 50 crianças apareceram no primeiro treino, o que quase deixou Tiene de cabelos em pé!
No Nzinga estamos muito felizes com esse trabalho. Para além de dar oportunidade a crianças menos privilegiadas de treinar capoeira; a iniciativa tomada pelo Tiene é um grande resultado da forma como cuidamos do nosso grupo: tendo como base a responsabilidade, autonomia, iniciativa e respeito. Parece que nossa sementinha de capoeira está brotando com força. Fotos em breve.
9 de agosto de 2009
Quem sabe faz ao vivo
Olha que espetáculo faz o Bob McFerrin com um público de neurocientistas... A Manô, que é cineasta e treinel do Grupo Nzinga em São Paulo enviou hoje para os nzingueiros do mundo essa preciosidade. Quem sabe, sabe, né?
1 ano de Nzinga Maputo
Os alunos do Nzinga chegaram horas antes, preparando o espaço, os instrumentos. Se preocuparam totalmente com a organização da roda e a recepção dos convidados. Muitos pais dos alunos estiveram presentes, prestigiando muito a comemoração.
Também estiveram presentes vários grupos de capoeira de Maputo: FICA, Mar Azul, Mando dos Palmares, Capoeira Brasil, Capoeira Angola Palmares, Libertação, entre outros (saiba mais sobre os grupos de Capoeira Maputenses).
Ao final da roda, um pouco de samba e maheu pra comemorar. Quem não sabe o que é maheu vai descobrir em breve aqui nesse blog. Uma dica: vocês não sabem o que estão perdendo!
Agradecemos aos mestres de hoje e sempre (que certamente estiveram lá observando), e a todos que vieram e contribuiram para uma roda bonita.
Ilustre visitante
Um pouco antes de completarmos nosso primeiro ano de vida em Maputo, tivemos a ilustre visita do Sr. Edward Powe, que foi aluno de Mestre Pastinha! Ele está constantemente em viagem, estudando as artes marciais negras. Uma importante parte da sua pesquisa é baseada na capoeira, nas artes que provavelmente deram origem a ela, e em artes paralelas.
Segundo ele, boa parte das artes marciais encontradas aqui em África Austral, tiveram sua origem numa arte macial muito praticada pelos Macuas (um povo da região Norte de Moçambique). Porém, ao visitar a terra dos Macua, ele infelismente não encontrou vestígios dessa arte marcial primordial: “foi tudo destruido pela guerra”, disse. Saiba mais sobre as andanças do Sr. Edward em sua fundação ou em sua editora.
Como parte da pesquisa, ele está fazendo um levantamento dos grupos de capoeira em Moçambique, e veio hoje entrevistar o Nzinga. Para além de colher informações, ele também deu um “cheirinho” das coisas que aprendeu com o Mestre. Ele leu, por exemplo, uma entrvista que realizou com Pastinha á pelo idos dos anos 60. Para nos, foi uma chance de observar bastante, e compreender as diferenças e semelhanças que a linhagem pastiniana gerou.
É emocionante ouvir as palavras desse aluno de Mestre Pastinha. Mais emocionante ainda é ter ouvido já essas mesmas palavras (algumas coisas igualzinho mesmo!), muitas e muitas vezes, dos nossos mestres. A verdadeira linhagem se revelnado ali, naquele momento. É a chama da capoeira!
27 de julho de 2009
Palavra do Mês: Kanimambo
A princípio, palavras em Changane e Ronga (línguas do Sul do país) devem ganhar um pouco mais de destaque, por serem estas as línguas mais ouvidas aqui em Maputo. Que me perdoem desde já os lingüistas: quero apenas compartilhar impressões de quem só conhece tais palavras pela exposição a elas nas veias da cidade. Às pessoas que quiserem ler um pouco mais sobre as línguas moçambicanas, recomendo o site do Instituto Nacional de Estatística. Vamos a isso!
Kanimambo
É a força do agradecimento; obrigad@.
Ainda não consegui saber de que língua vem essa palavra, tantas que são as hipóteses. O que sei é que como poucas, essa palavra se fala e compreende em todo o país.
Ao dar bom dia a uma pessoa na rua, é comum ouvir: "bom dia, kanimambo!", um agradecimento pelo bom dia recebido. Riquíssimo!
Essa palavra foi escolhida. Tinha que ser a primeira, pois um dos sentimentos muito presentes na capoeira é o de agradecimento. Agradecimento aos mestres, às referências, ao saber aprendido, ao saber ensinado. Agradecimento à genealogia de pessoas que, dedicando a vida pela capoeira, oferecem-na a nós. Kanimambo!
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