29 de abril de 2010

festinha gostosa em Sampa...

Pra quem está na área! Aqueles que estiverem longe, leiam um poema bem gostoso também. Vai dar um gostinho da Kizomba.

15 de abril de 2010

Capoeira no Quênia - Fotos!


Algum dos alunos conseguiu capturar umas cenas do jogo entre Limaverde e Brian em Nairobi. Foi um joguinho interessante e rápido, só pra não passar batido.

14 de abril de 2010

Capoeira no Quênia tem tem tem

No Quenia tem capoeira! Recentemente, tive a oportunidade de viajar para o Quenia, a trabalho. Visitei em Nairobi o Grupo Balanço Negro, descendentes do Mestre Sombra, tradicional na região da baixada Santista, em São Paulo.

Foi um grande prazer conhecer o Brian, coordenador do trabalho, e pessoas como Ndanu, muito comprometidas com a preservação e o desenvolviemnto da Capoeira. Consegui visitá-los num sábado, em uma aula para crianças de manhã. Antes mesmo de me apresentar, observei por um longo período o cuidado e a dedicação com que @s capoeiristas ensinavam aqueles jovens seres humanos a arte. Foi uma coisa linda de se ver.

Infelismente, nada de fotos por enquanto… Mas muitos planos: o grupo de lá planeja um Festival de Capoeira para o final do ano, e nós do Nzinga estamos pensando seriamente em participar. Que é longe, é, mas como já diria Mestra Janja, temos que fazer do caminho o nosso objetivo. Na verdade, é simples: um trem saindo da estação central dos CFM em Maputo até o Zimbabwe, e mais um onibus que nos leva até Nairobi. Demoraria uns tres dias, que seriam muito cheios de aprendizados e capoeira… Um pouco de samba acho que também não ia faltar!

Brian e camaradas do Quenia, estamos prontos! Nos digam quando!

12 de abril de 2010

Por cima do mar eu vim, por cima do mar eu vou voltar...

Atravessei o Atlântico já com a sensação de que essa “ida” se tratava na verdade de uma “volta”... E o encontro foi de fato um reencontro.

O camarada Limaverde e sua família (Joana e Cauã) me acolheram eu seu lar e rapidamente ignorarmos o fato de não nos conhecermos. Somos patrícios, somos parentes, somos irmãos de um vínculo não-sangüíneo. Mas, a capoeira angola nos irmana ao nos preencher com um espírito comunitário que corre pelo nosso corpo, também bombeado pelo coração.

Esse espírito que nos anima, que me faz filha-discípula de Mestre Plínio e irmã-camarada dos angoleiros de veste branca e azul é ainda capaz de criar uma grande teia de relações que abrange todos os continentes, sem exagero.

Foi por essa teia que estive amparada desde o primeiro momento que pisei em Maputo e que me levou, apenas algumas horas depois do meu desembarque, a estar nos braços da mãe capoeira, no seio da grandiosa Mãe África!


A capoeira é mesmo uma coisa viva que toma o corpo da gente e nos faz movimentar à medida que damos movimento a ela. E movimento gera movimento. Do movimento do corpo ao Movimento Cultural – a capoeira angola se afirma como fenômeno aglutinador de pessoas, proporcionando encontros e reencontros.


Em Maputo me encontrei com Limaverde sua família e amigos e mais uma vez o Nzinga se reencontrou com o Angoleiro Sim Sinhô. Em Maputo reencontrei a África de minha ancestralidade e simplesmente me encontrei.
Khanimanbo!

renatinha zabelê

PS: Esse é o nosso primeiro post escrito por uma convidada: ilustríssima Renatinha Zabele. Quem tiver contribuições possíveis ao blog, venham e digam! Obrigado de novo, Renatinha!

6 de abril de 2010

Linda Visita

Esses dias tivemos uma linda visita em nosso grupo: a Renatinha Zabelê, discípula do mestre Plínio, do grupo Angoleiro Sim Sinhô. Com sua simplicidade e grande sabedoria, ela nos trouxe um muito de capoeira, um muito de fundamento, um muito de amor pela arte e um muito de sabedoria. Taí ela, de azul, no meio dos Nzingueiros, depois do treino que ela puxou conosco.


Foi lindo demais! Pro Nzinga e pra capoeira de Maputo como um todo... Os angoleiros de valor daqui se juntaram e resolveram retomar as rodinhas de sábado na Fortaleza, na Feira do Pau. Nada melhor do que Renatinha pra pegar no gunga cantar a primeira ladainha nesse re-vivência e re-começo da roda de rua de Maputo. Dunguinha (FICA Moçambique) no médio e Limaverde (Nzinga Maputo) no viola.


Renatinha querida, um beijão pra você e mil agradecimentos por sua presença forte, pelo Ngunzo, pelo ensinamento.

25 de março de 2010

O Perigo da História Única




O professor Severino Nguenha, a quem tive o privilégio de encontrar em suas aulas, já dizia: fazer historia é como esoclher o nosso bolo de aniversario. Uns vão preferir de chocolate, outros de coco e outros de laranja. No mercado (de todas coisas que se passam nesse mundo), escolhemos então o que preferimos: laranja, no meu caso. O chocolate e o coco existem e sempre existiram... E continuam lá, no mercado do mundo. Mas como o aniversario é meu, o bolo sai como eu quero. Nossa!
Esse vídeo é mais uma contribuição da Manô, treinel de Sampa, que vive nos alimentando com coisas boas da internet. Alô Mano! Tá na hora de ouvirmos umas palavras suas em primeira pessoa!

18 de março de 2010

Palavra do mês: kaya

Essa todo mundo já ouviu, em um context ou outro. Em um significado ou outro… até o Gil já falou de Kaya N’Gandaia, lembra? Kaya de cair e de outras milongas mais.
Aqui quando ouvimos Kaya ouvimos CASA. Lar, home. Aquele lugar tão especial que criamos para recarregar nossas energias. Aquele abrigo às agruras e doçuras do mundo, onde reina (ou deveria) reinar a paz…

Casa. Aqui no Nzinga é nossa casa também, e casa do que vêm por bem. Nossa casa a gente cuida e é cuidad@ por ela. Casa é corpo, casa é a gente mesmo…